Chega a esta altura e Lisboa fica assim, lilás, e quando estas flores caem no chão apercebemos-nos melhor da beleza que tiveram durante este período. É mais comum olharmos para o chão enquanto passamos, a olhar para o telemovel, a fazer contas, a fazer a lista do supermercado, a lista do que está por fazer em casa, a lista das graçinhas dos miúdos que queremos partilhar com a família no domingo e lá em cima está um céu azul a contratar com o lilás das arvores Jacarandás que habitam por essas avenidas. Só tive tempo para estas fotos, enquanto prometia à minha filha que ia à procura dum corneto de morango (e o ia encontrar, isto porque na Baixa não é o mais fácil de se achar) e estava eu num largo que no ano passado me ficou apenas na cabeça, cheia de esperança desta vez fixar o momento com a minha máquina mas desta vez encontrei um largo em obras(costumeiras, longas e geralmente paradas obras) e só me apeteceu olhar para o ceú.
Este dia é-me sempre muito especial, onde eu vivia era feriado e apanharmos um ramo era uma tradição. As coisas mudam muito, agora compro os ramos apanhados por outras mãos, a magia já não é a mesma mas a espiga continua a ter o seu significado bonito, mágico.
Disseram-me certa vez que eu não gostava da cidade que era toda campo, eu não posso ser mais apaixonada por esta cidade linda onde vivo, Lisboa, uma cidade que conta uma história em cada esquina, mas não sentimos todos aquela nostalgia do sitio onde fomos pequeninos e quase grandes , onde crescemos de dentro para fora.
Eu sou uma saudosista, adoro Lisboa mas o meu coração e raiz está na cidade onde cresci, em Vila Franca de Xira, tenho saudades das cores e dos cheiros e dos momentos felizes da adolescência, dos amigos que lá ficaram mas que ainda falo e relembro aquela vida, a que ficou para trás há tantos anos e com memórias tão felizes de dias de conversas e risadas sem fim.
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